Sinto falta dos teu lábios se movendo contra os meus,
e a tua voz soar com qualquer dizer ridículo,
sibilando uma linda melodia que me encante.
Sinto falta dos teus lábios gentis e emergentes.
Sinto falta do teu hálito quente em minha nuca, em minha orelha.
Sinto falta das tuas mãos em meus cabelos,
de afagarem meu rosto,
da forma como traziam meu corpo junto ao teu.
Sinto falta do teu olhar apertado,
destrinchando tua paixão, revelando nosso amor.
Sinto falta dos detalhes, me farto da distância.
Sinto falta da chuva, que traz tua memória
ao ressoar de cada gota que se atira ao chão.
Saudades, meu amor. Saudades.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
O que você precisa saber sobre as mulheres...

Tenho um amigo que costuma de dizer que mulheres são psicopatas. Enfim, eu entendo o que ele quer dizer.
Entretanto grande parte do comportamento feminino, que enlouquece e farta os homens, é só uma questão de vulnerabilidade.
Sim, mulheres são vulneráveis. Podemos ser fortes, mas quando se tratam dos nossos sentimentos, amorosos principalmente, somos vulneráveis.
Mulheres são extremamente intuitivas. Não sei se todas são assim, mas a maioria de nós somos. As vezes preferimos negar a direção em que nossa intuição aponta, acreditar em falsas verdades e tentar ficar bem em uma situação.
As vezes queremos demonstrar o quanto nos importamos, o quanto gostamos, o quanto queremos, mas parece que não é suficiente.
Mulheres gostam de mimos, gostam de abraços demorados, muito mais do que palavras, adoram demonstrações e são ciumentas. A mulher que me disser que não tem ciúme da pessoa de quem ela realmente gosta, pra mim é mentirosa. Não gostamos de admitir estas coisas, mas as vezes no nosso impulso emocional, nossas atitudes nos levam a ser tachadas como neuróticas, psicóticas, psicopatas, e uma série de outros distúrbios mentais que os homens gostam de associar ao nosso comportamento.
Se você tem uma mulher em sua vida que você realmente valoriza, demonstre isso todo dia a ela. Elogie o cabelo, o cheiro, o perfume, as roupas, o senso de humor, permita-a saber que ela o faz se sentir especial e que ela é por demais de essencial a você. Demonstre que ela é importante, mesmo que essa demonstração seja algo bobo a se fazer, mas faça com que ela se sinta segura. Sinta ciúmes! Mulheres gostam de se sentirem desejadas, só não seja doentio. (dica) Comprometa-se com ela, e você terá uma mulher indubitavelmente leal a você. Não ligamos de nos doar e fazer o que quer que seja que a pessoa amada peça pra que se sinta em segurança.
Gostamos de demonstrar, gostamos de cuidar, talvez tenhamos nascido com isso dentro de nós, aquilo que você até pode chamar de instinto materno, mas que expressamos nas relações com as pessoas com quem realmente amamos.
Não temos medo de renunciar ao que for para fazer a pessoa ao nosso lado se sentir bem, pois sabemos que se ela nos amar de volta, não vai comprometer nada de bom que já exista em nossa vida. Se não tiver importancia, sem problema descartamos, esquecemos, apagamos e deixamos pra lá.
Mulheres correm atrás, até mesmo as que não correm, ou seja, as que não fazem isso, se corroem por dentro de vontade de fazer.
Mulheres se apegam, se deixam conquistar, gostam de saber que você se importa.
Mulheres são complicadas e falam demais, por isso valorizam compreensão e gostam de ouvir também, embora não pareça. Então, por favor homens, as vezes é bom que vocês falem um pouquinho até demais, não sempre, veja bem, as vezes, pra que elas sintam que vocês se interessam tanto quanto elas.
Mulheres são dengosas, gostam de carinhos, de romance, gostam de flores, mesmo que estas não durem e assim como as flores, elas murcham ao deixarem de ser regadas.
Mulheres gostam de chocolates, até as que dizem que não, na verdade todas sentimos um pouco de culpa quando comemos além da conta, até mesmo quando não admitimos. Sim, estar belas aumenta a nossa auto estima e nos faz mais confiantes, porém sentirmo-nos amadas nos dá asas pra alcançar os céus. Ir além!
Lana e Cadu. (Parte 4)

Depois de receber aquele sorriso, difícil não me sentir um tanto desconcertada.
Lá vou eu, voltar ao meu patético drama amoroso.
Pude ver Cadu com o vidro do carro abaixado e o celular ao ouvido. Seus cabelos de um negro intenso, extremamente lisos e desfiados. Lançou aquele olhar verde por cima dos óculos escuros e fez uma careta de desaprovação. Isso me fartava! Não entendia porque eu fui acabar me apaixonando por alguém assim.
Entrei no carro, Cadu entretido demais em sua conversa ao telefone, com alguma garota qualquer, não disse ao menos olá.
Abaixei minha janela, tentei disfarçar o incomodo causado pela indiferença de Cadu, o ciúme que me corroía em pensar que alguns dias atrás ele falava comigo da mesma forma ao telefone.
Deixei o vento me acalmar e tentei me distrair com as paisagens urbanas no caminho para o estúdio.
Entramos, sem muita cerimônia, e também sem quebrar aquele protocolo social dos cumprimentos impessoais em um ambiente de trabalho. Fomos logo a sala de Cadu para falar sobre o roteiro.
"Você escreveu tudo isso a mão?"
"Ah, meu notebook de repente se revoltou conta mim."
"Hummm... Entendi."
Esperei alguns instantes enquanto Cadu, com sua leitura dinâmica, analisava o conteúdo.
"Lana, o que acontece com você? Que roteiros mais fracos são estes que você tem me entregue estes últimos dias!"
"Mas, Cadu... Só segui a lógica da trama que você me propôs."
"Só que ficou ruim! Faz o seguinte, senta aqui na minha mesa e você tem o dia inteiro pra desenvolver algo."
"Ei, eu tenho outros compromissos hoje... Não posso ficar aqui o dia inteiro!"
"Então, faça algo logo e eu te dispenso para os seus outros compromissos se estiver satisfeito!"
Senti minhas mãos formigarem, o rosto subitamente se aquecer e os dentes cerrarem.
"Eu não vou escrever mais nada! Se você acha ruim, então deve ter a ideia de algo melhor. Escreva você de agora em diante!"
Cadu me fitou de olhos arregalados, tentou dizer algo e gaguejou. As palavras não lhe saíram bem como esperava.
Cansei da forma como ele me tratava. Peguei minhas coisas e saí de lá.
Haviam inúmeras produções me enviando constantes convites, não precisava daquilo.
Embora, o que me doa, é que Cadu tinha certa razão. Não sei porquê, mas havia perdido um pouco da inspiração. Talvez estivesse em um crise criativa, talvez os sentimentos perturbadores em relação a ele estivessem me atrapalhando nisso, talvez eu devesse dar um tempo de escrever e tirar umas férias. Foi então que ao chegar em casa, meu computador milagrosamente resolveu ligar na primeira tentativa, usei toda minha frustração e escrevi uma nova história, a qual ninguém colocaria defeito e mesmo que o fizesse, eu também não me importaria.
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Dedicado à memória de quem a chuva traz a lembrança. <3
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
A tua ausência me causa, simplesmente me causa...

Não, meu bem, não há!
Não há outro oposto,
outro a quem eu queira provar.
Não, meu bem, não há!
Não há quem,
não além de você,
que eu possa comportar
em pensamentos.
É teu o amor
que fincou raízes
neste singelo coração
É teu o suspirar
que se revela
em cada enlaço
em cada palpitar
Um misto de todo bom sentimento,
de todo bom aroma, de todo bom paladar,
de toda boa canção, de todo bom pensamento.
Caminho com a lembrança da voz,
do rosto, do beijo,
do sorriso, do gosto,
do cheiro, do olhar.
Ah, que falta você me faz.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Lana e Cadu. (Parte 3)

Em uma única golada exterminei meu iogurte. Corri para o corredor, tranquei a porta e logo chamei o elevador. Cruzei o braços, pisava inquietantemente com o calcanhar no chão, ajeitei a franja e finalmente chegou o elevador.
"Ei, segura a porta."
Joguei o braço entre as portas no impulso de mantê-las abertas.
Então um rapaz alto, os cabelos desengrenhados castanhos tão claros, que quando expostos a luminosidade do sol que entrava pela janela do corredor naquela manhã, faziam parecer quase dourados. Olhos cor de mel, que ao sol também exibiam um tom de verde bem discreto. Queixo rígido, ombros largos e um tom de voz aveludado que não cansa de se ouvir.
Então ele olhou pra mim, fazendo surgir um sorriso ridiculamente irresistível, revelando aquelas covinhas tão graciosas em suas bochechas.
"Obrigado!"
"Imagina." Sem que eu percebesse, já estava retribuindo o sorriso, com uma simpatia que não era de mim. Não que eu fosse mal educada, mas não costumava ser tão simpática com estranhos.
Olhei para o painel do elevador, com uma estranha vontade de encarar novamente meu novo vizinho. Ah, sim, ele havia se mudado há mais ou menos duas semanas para o apartamento em frente ao meu, mas eu não havia visto a cara do indivíduo em questão, até o momento aqui relatado.
Aconteça o que acontecer, eu não iria olhar para ele. O que ele iria pensar de mim? Foram os 10 segundos mais longos da minha vida. Comecei a idealizar que a energia elétrica acabasse e ficássemos presos ali no elevador, assim seríamos obrigados a nos conhecer melhor e quem sabe, não é mesmo?
Pensei em simular um desmaio pra que ele tivesse que me socorrer. Não sei porque estes pensamentos começaram surgir e eu resistia a todos os meus impulsos.
Quando o elevador parou no térreo, fui logo saindo, sem sequer olhar para ele novamente.
"Moça, espera!"
Imediatamente, como se estivesse obedecendo a um comando quase que militar parei. Respirei fundo e me virei enquanto pensava sorria, sorria, seja legal.
"Meu nome é Rafael, seu novo vizinho."
"Prazer, eu sou a La... La... Lana!"
Que raiva, minha voz falhando e eu gaguejando. Ótimo, agora eu iria parecer mais boba ainda, e ele continuava com aquele sorriso pateticamente lindo.
"Prazer!"
Então ouvi a buzina do carro de Cadu, me apressando e me fazendo voltar a realidade.
"Até mais, vizinha."
Ele disse enquanto eu caminhava para fora.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Lana e Cadu (Parte 2)

Eu não era a garota mais linda do mundo, tão pouco chamava a atenção de nada além do que alguns trabalhadores da construção civil, motivo que me fazia atravessar a rua ou mudar a rota sempre que avistava uma obra logo a frente.
Não que eu fosse feia, só não era tão vaidosa como as demais mulheres. Entretanto, quando Cadu ligou, logo pulei da cama. Fato é que dele eu queria chamar a atenção, de alguma forma. Sei que pela minha criatividade não seria, afinal ele só criticava e me fazia alterar meus roteiros.
Quando me olhei no espelho com aquele cabelo, não havia tempo para um penteado mais elaborado, simplesmente os desembaracei e prendi. Lavei o rosto, escovei os dentes, e como os escovei. E o que vestir? Como seria possível uma mulher decidir o que vestir em menos de 20 minutos? Pensei em colocar um vestido, algo mais feminino, mas não haveria tempo para passar pela minha auto aprovação diante do espelho. Afinal, isso seria repensar toda minha alimentação e uma séria reflexão sobre deixar o sedentarismo de lado, rumo ao corpo escultural das estrelas globais.
Segui minha regra de que em situações extremas você deve optar pelo básico, era melhor continuar não sendo notada, do que ser notada de uma forma que eu não desejava. Vesti uma regata branca básica, joguei uma camisa xadrez de flanela por cima. Entrei surpreendentemente depressa em minha calça skinning, calcei meus converses surrados e voltei ao espelho. Maquiagem! Cadê minha necessaire? Faltavam menos de 10 minutos para Cadu chegar. Eu não a encontrava. Finalmente resolvi procurar sob minha cama, lá estava ela jogada, perto da parede. Enfiei-me debaixo da cama, peguei a necessaire e parti para o espelho de meu banheiro.
Não havia muito tempo. Rapidamente passei uma base, em seguida o blush. Não usei sombra, eram muitas cores, e opções demais faziam com que eu perde-se tempo. Passei um lápis, rímel e um brilho de tom rosado, bem discreto. Por último uma borrifada de leve do meu perfume. Juntei toda minha papelada, inclusive o roteiro que fiz a mão, coloquei em minha pasta, joguei em minha bolsa carteiro. Fiquei orgulhosa de ter conseguido toda essa proeza antes dos 20 minutos. Então senti meu estomago roncar. Claro, estava esquecendo disso. Fome! Abri a geladeira, peguei um iogurte, lavei uma maçã que peguei na fruteira e joguei na bolsa. Foi então que meu celular tocou. Pontualíssimo, lá estava Cadu.
"Lana, desce. Cheguei!"
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Introdução (Parte 1)

Eu acho que seria bobagem dizer que guardo uma caneta que ele me emprestou outro dia, só pra ter algo dele comigo. Só queria entender porque é tão difícil gostar de alguém. Por que a paixão é tão desmedida? Parece que sempre tem de ser irrecíproca. Quando você me quis, era eu quem não queria. Quando eu te quis, era sua vez de não me querer. Assim, nós vamos caminhando. Reproduzindo esse ciclo, enquanto todos os outros amores que entram e saem das nossas vidas nunca dão em nada. Nosso impasse, tão complicado, que as vezes penso que morreremos nos amando, sem coragem de admitir, ou se deixar envolver. Talvez eu mereça esse seu pensamento de que eu o vá machucar se você resolver abrir de novo seu coração. Fora suas outras opções de felicidade. Não sou do tipo que forço uma relação, muito menos do tipo que se declara e corre atrás. Não sei entender muito bem as pessoas que fazem isso.
Enfim, deixei em cima da escrivaninha meus rascunhos. Meus olhos praticamente já se fechavam sozinhos. Você deve se perguntar por quê eu não usava o meu computador. Bem, eu precisava terminar em dois dias o roteiro da peça, ou Cadu iria me matar. Meu computador simplesmente se recusava a ligar, então resolvi escrever, com a caneta que ele me emprestou outro dia, pra fazer umas correções na primeira parte do roteiro.
Meus olhos já não obedeciam o comando do cérebro, e até mesmo ele estava seduzido pelo sono.
Levantei, fui até o banheiro lavar o rosto e escovar os dentes. Pensei que talvez despertasse um pouco, mas não resolveu. Estava demasiadamente cansada, mas antes tive de arrumar a escrivaninha, não suportava dormir olhando aquela bagunça.
Mesmo semi-acordada, fui até lá, juntei todas aquelas folhas e abri a primeira gaveta quando dei de cara com meu primeiro diário.
Acredito que minha mãe deva tê-lo encontrado em algum lugar e colocado ali, pois até então não estava.
Um onda de lembranças começou a se formar em minha mente. Li umas duas páginas, mas meus olhos estavam fartos, pesados e não me deixavam resistir.
Lembro que comecei escrever justamente quando ganhei o diário, depois logo passei a criar estórias, pois era péssima pra falar sobre os meus sentimentos, então as inventava para dizer coisas que eu gostaria de dizer, mas que de outra forma eu não conseguiria tão facilmente. Hoje, havia me tornado roteirista de teatro e cinema. Algumas vezes roteirizava alguns comerciais, novelas, entre outros, mas minhas grandes paixões eram o cinema e o teatro.
Guardei minhas 8 páginas escritas a mão na gaveta onde estava o diário e me joguei em minha cama. Deixei o sono me envolver, até que o dia viesse e eu acordasse com a ligação de Cadu.
"Acorda, Lana! Estou passando por aí em 20 minutinhos."
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